Aos sons de notas de um clássico do Blues, Michael caminhava impressionado nas ruas de Nova York. Estava deslumbrado com todas aquelas luses e pessoas que a noite oferecia.
Já são 11h p.m., está tarde. E, ao se deitar, vem à tona todos aqueles furiosos flashes, agitados e descontrolados que impedia a manhã de vir. Até que, com um pulo Michael levanta da cama. Não foi uma noite muito tranquila, mas, enfim, está na hora de ir trabalhar, algo que o fazia esquecer de todas aquelas pertubações, bastava não deixar espaço em sua mente. A caminho do seu escritório, veio-lhe uma sensação estranha e ao mesmo tempo, boa. Era ali, no terceiro andar. Porém, dessa vez ele passou aliviado e triste. Vivia esse céu-inferno constantemente, pois sabia que iria chegar o momento.
Essa luta contra si só terminaria quando sua vontade fosse forte o suficiente para vencer esse obstáculo com que deparava durante esse difícil período.
Como de custume, verificava a caixa de correio às quarta-feiras. Encontrou um bilhete.
"...não sei se isso segue o script, mas seria ótimo. Dizem que lá sempre tem ótimas apresentações..."
O pedaço de papel foi um sopro para que Michael caísse no abismo de sentimentos bons.
Quando olhou para o relógio, faltava uma hora para meia-noite. Porém, ao encostar a cabeça no travesseiro, foi atacado novamente por flashes de momentos agradáveis que o fazia voltar naquele momento.
Teve um sono leve, suave. E hoje, ao passar no terceiro andar do prédio onde exerce seu ofício, olhou por toda volta, achou, e disse: " Bom dia, amor."
Rodrigo Cavalcanti.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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