sábado, 12 de dezembro de 2009

Ás 11h (segundo)

"Seria tão fácil se as coisas funcionassem do jeito que a gente pensa." Esse era o pensamento daquele apaixonado.
"Mas, o que aconteceria com a conquista, posse, ou até mesmo orgulho?" Sua mente estava uma bagunça, pra variar. Michael, achou que o pior já tinha passado, porém, estava completamente iludido. E ela, confusa e insegura. Pessoas agem por instinto , e ele tinha que aceitar isso, até porque, nem mesmo seu coração estava certo daquilo.
Talvez, seja nesses momentos que o sentimento irá lhe dizer se é certo, Ou, a razão lhe induzir que é errado.
Está cada vez mais delicado. Diálogos já não são mais suficientes para diluir a sensação. E, se rastejando de onze ás onze, Michael tenta se convencer de que, o que acelera descontroladamente ao se deparar com aquele sorriso, está correto mais que tudo.
Por sempre ter deixado sua mente em primeiro plano, teve relações fracassadas. É difícil, mas, ele não quer cometer os mesmos erros.
Contudo, é assim. Quando está prestes a entrar num terreno desconhecido, o medo aparece.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ás 23h.

Aos sons de notas de um clássico do Blues, Michael caminhava impressionado nas ruas de Nova York. Estava deslumbrado com todas aquelas luses e pessoas que a noite oferecia.
Já são 11h p.m., está tarde. E, ao se deitar, vem à tona todos aqueles furiosos flashes, agitados e descontrolados que impedia a manhã de vir. Até que, com um pulo Michael levanta da cama. Não foi uma noite muito tranquila, mas, enfim, está na hora de ir trabalhar, algo que o fazia esquecer de todas aquelas pertubações, bastava não deixar espaço em sua mente. A caminho do seu escritório, veio-lhe uma sensação estranha e ao mesmo tempo, boa. Era ali, no terceiro andar. Porém, dessa vez ele passou aliviado e triste. Vivia esse céu-inferno constantemente, pois sabia que iria chegar o momento.
Essa luta contra si só terminaria quando sua vontade fosse forte o suficiente para vencer esse obstáculo com que deparava durante esse difícil período.
Como de custume, verificava a caixa de correio às quarta-feiras. Encontrou um bilhete.

"...não sei se isso segue o script, mas seria ótimo. Dizem que lá sempre tem ótimas apresentações..."

O pedaço de papel foi um sopro para que Michael caísse no abismo de sentimentos bons.
Quando olhou para o relógio, faltava uma hora para meia-noite. Porém, ao encostar a cabeça no travesseiro, foi atacado novamente por flashes de momentos agradáveis que o fazia voltar naquele momento.
Teve um sono leve, suave. E hoje, ao passar no terceiro andar do prédio onde exerce seu ofício, olhou por toda volta, achou, e disse: " Bom dia, amor."


Rodrigo Cavalcanti.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

susurros -

Hoje eu consegui concluir uma verdade em mim, eu não suporto a rotina, a incansável, e terrível rotina de me ser.Eu queria poder desistir de mim, simbolicamente todos os dias, poder me desligar durante um tempo, pra finalmente poder ter um descanso, uma férias de si mesma, queria não ter que estar na minha própria torcida, queria poder me dividir, me desdobrar todos os dias em milhares de pessoas, queria poder re-acreditar em coisas aparentemente impossíveis.Ou então, ter a proeza de ter o dom de sentir e ver as pessoas de um modo diferente, como se fosse ver o outro lado, menos arriscado, menos vacilado, como se visse as pessoas esboçadas, de um modo mal acabado, como se fosse uma continuação, que nós seres humanos, pudessemos completar uns aos outros.Que os defeitos não fossem retirados, mas fossem amadurecidos, de forma que não fossem letais, mas necessários ao nosso crescimento, e as qualidades não fossem exaltadas, que tivessemos mais coragem e serenidade de descobrir as melhores sensações em si mesmo.Eu tenho um medo e um desespero inconstante de não conseguir traduzir o melhor de mim para as pessoas.Muita das vezes, vivemos pré-armados, atirando sem objetivos, sem metas, apenas atiramos, seja por desvio do destino, ou por qualquer outro motivo, achamos por mera ignorância, atirarmos, só pra gastar a bala da arma.Há momentos em que me falta preenchimento, me falta lembranças, nostalgias, medos, prazeres, vivo construindo e tracejando labirintos nos quais sempre me perco, me acho e me perco.É como se fosse uma geografia interior, eu tenho que aparentemente entender quais são as minhas limitações dentro do meu eu, entender e tentar aceitar os espaços mal compreendidos, mal limitados, uma verdadeira história, que por mais exaustante que seja, não podemos mudar radicalmente o seu percurso, mas podemos desviar das pedras nele encontradas.
"Que seja doce''.

Por Azevedo, Taísa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Asas que te quero >

Reza a lenda que Deus não dá asas as cobras, mas, será que as cobras se conformam em apenas rastejar? Eu acho que não. Atualmente, as cobras não estão se conformando em rastejar, pelo contrário, estão criando as próprias asas. O que, para mim, está muito certo, afinal, não é porque você é uma cobra que não pode ter asas.Mas veja bem, meu bem, isso de não se ter asas é muito relativo, uma criação para inocentar as cobras, mal sabem todos que elas sabem de tudo e se quiserem criam suas próprias asas. E no compasso da desilusão, as cobras são obrigadas a criar suas asas, e tenha certeza, pois essa certeza eu já tenho, as asas criadas por cobras, ao invés das criadas pelos Deuses, dão muito mais melodia e sentimentalidade, pois foram construídas com o doce suor de cada dia.E o melhor é esse, é construir com as suas próprias mãos, fazer acontecer, mostrar o seu potencial, que muitas vezes, pode ser desprezado, mas tenha certeza, no final, fica visível, quem é quem, e quem é sabe.Por isso repito o que ouvi uma vez de uma filosofa nada ortodoxa, " Destino é para manés ...É só uma desculpa idiota para deixar as coisas acontecerem em vez de fazer com que elas aconteçam "...

Por: Azevedo, Taísa. ( 2º toque feminino )